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SAÚDE: Dores nos ombros: saiba quais as causas mais comuns para o problema que atinge cerca de 30% da população

Dr. Ricardo Fittipaldi, ortopedista do SEOT, explica quais são os principais fatores e quais os tratamentos mais indicados


Essas síndromes dolorosas têm uma elevada prevalência, acometendo até 30% da população geral.


Um dos problemas ortopédicos mais incômodos segundo relatos de pacientes que buscam orientação de especialistas em Ortopedia são as dores nos ombros. Essas síndromes dolorosas têm uma elevada prevalência, acometendo até 30% da população geral. Um estudo da Sociedade Brasileira para o Estudo da Dor (SBED) afirma que, em termos de dor musculoesquelética, a dor nos ombros só perde para as dores na região lombar e nos joelhos, sendo responsável por uma incidência que varia de 5% a 47% em um ano (dados de 2009/2010).  

As causas mais comuns são a tendinite, inflamação do grupo de tendões chamado de manguito rotador, e a bursite, que atinge a bursa, estrutura gelatinosa responsável por facilitar a movimentação sem atritos dos tendões. Mas o ortopedista Ricardo Fittipaldi, especialista em ombro e cotovelo do SEOT (Santa Efigênia Ortopedia e Traumatologia), ressalta que existem várias outras causas: “as síndromes dolorosas no ombro podem ter origem na coluna cervical e no pescoço e ter etiologias fora do sistema musculoesquelético, como por exemplo coração, pulmão e tumores, além de infecções”.

Pesquisas mostram que as mulheres são as mais afetadas, apesar de ainda não haver consenso entre os cientistas sobre o motivo: supõe-se que tenha a ver com fatores hormonais, já que elas possuem mais estrogênio, que é o hormônio ligado à maior sensibilidade e à dor. Idosos e esportistas também entram no rol dos mais atingidos. Além disso, “fatores genéticos, com incidências na família; fatores ocupacionais, que dependem do tipo de atividade que o indivíduo executa, geralmente com muitos movimentos repetitivos; e a postura, muitas vezes errada, também provocam dores”, esclarece Fittipaldi.

Em relação ao tratamento, em 95% dos casos o mais indicado envolve medicações, compressas geladas ou mornas, fisioterapia e acupuntura. “Se o paciente não responde a essas medidas, fazemos uso da infiltração, uma medicação injetável no sítio do problema”, frisa o ortopedista. Ele reitera que a automedicação deve ser evitada: “o uso de anti-inflamatórios por conta própria pode descompensar algumas doenças, como a hipertensão; provocar lesão à mucosa do estômago; lesão renal por diversos mecanismos; e até morte por causas cardiovasculares em pacientes que têm um risco mais elevado de doença arterial coronariana”.      

O especialista aponta que 30% das pessoas que sofrem com dor no ombro não procuram atendimento médico porque, embora presente, a dor não chega a limitar as atividades do dia a dia. “Quando o indivíduo vem procurar atendimento médico é porque ou já está com dor há muito tempo ou está tendo prejuízos nas atividades diárias. Portanto, a orientação é a seguinte: quando a dor vem acompanhada de sintomas que chamamos de sinais de alarme, como inflamações, vermelhidão, calor, perda de peso ou febre, a busca por atendimento médico deve ser imediata”.

São vários os benefícios da procura precoce da assistência médica: primeiro, para firmar o diagnóstico, já que a dor no ombro pode ser uma simples bursite, mas pode ser um tumor ou uma doença na coluna cervical, ainda uma hérnia de disco com compressão de um nervo na coluna cervical; segundo, com um tratamento precoce, a chance de a dor se tornar crônica diminui. “Se a pessoa procura atendimento médico com rapidez, em casos mais graves como por exemplo uma ruptura dos tendões que venha a demandar uma cirurgia, o atendimento de um especialista pode ser instituído numa fase mais precoce da doença, o que otimiza absurdamente o resultado e a chance de cura”, conclui Ricardo Fittipaldi.

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