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EXEMPLO: Para incentivar adoções, padre leva animais para o altar em Gravatá

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Em meio à celebração das missas, os fiéis costumam se deparar com cachorros cercando o padre João Paulo no altar



Quem frequenta a Paróquia de Santana, na cidade de Gravatá, localizada no Agreste pernambucano, já está acostumado com uma cena que, em outras igrejas, é incomum. Em meio à celebração das missas, os fiéis costumam se deparar com um grupo de cachorros cercando o padre João Paulo no altar. A iniciativa começou há aproximadamente seis anos, quando o padre chegou à paróquia e foi procurado por pessoas que administravam um abrigo para animais de rua. “O pessoal me procurou para vender biscoitos para ajudar o abrigo. Então eu sugeri que eles fossem a uma das missas para vender mais biscoitos”, diz o padre.

O pároco conta que não costumava ter uma preocupação especial com os animais e não se considerava um ativista da causa, mas, a partir do contato com o abrigo, despertou para a necessidade de ajudar. “A gente não pode só cruzar os braços e não olhar por eles”. Na época, o abrigo tinha mais de 97 animais que precisavam de ajuda; para impulsionar as adoções, o padre resolveu, então, levar os cães para a igreja. “Começamos a organizar algumas feiras de adoção na cidade e, como parte das iniciativas, levamos alguns animais para a igreja. Cerca de um ano depois, tínhamos conseguido um lar para cada um dos 97 cães”.

O padre adotou três cães: Galego, Mel e Esmeralda, que hoje o fazem companhia na casa paroquial. Atualmente, o trabalho não acontece mais em conjunto com o abrigo. No entanto, as ações continuaram acontecendo de forma pontual. A paróquia continua socorrendo cães debilitados, que precisam de um cuidado maior. De acordo com o padre, a recuperação pode durar mais de um ano, a depender da doença. “Quando eles se recuperam, procuramos uma família que possa adotá-los. então, usamos as redes sociais para tentar achar algum interessado, se não aparecer, colocamos fotos na igreja. em casos extremos, levamos os animais para as missas”.

“É um trabalho delicado. Há animais que possuem necessidades especiais e que exigem um cuidado específico. Estes são casos mais difíceis, nos quais que precisamos achar pessoas que possam cuidar de fato dos cães mais debilitados. São os animais que ninguém quer pegar”, conta o pároco. Quando não consegue adoção, a paróquia abriga nos espaços da igreja, como no salão paroquial e no centro social, que também serve de abrigo para moradores de rua.

Para levar os cães à igreja, o padre enfrentou a resistência dos fiéis mais conservadores. Mas, seis anos depois, ele avalia as atitudes como positivas. “Conseguimos fazer com que a relação das pessoas que frequentam nossa igreja com os animais de rua mudasse. Já enfrentamos resistência, já vieram reclamar, dizer que lugar de cachorro não era na igreja, mas são casos muito raros. Felizmente, a maioria das pessoas aprova nossa iniciativa”.

Além da ajuda aos cães, a paróquia ainda conta com mais de vinte projetos sociais que ajudam desde pessoas com problemas psicológicos, oferecendo acompanhamento profissional, até moradores em situação de rua.

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Fonte: Folha PE

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