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CAMPANHA DA FRATERNIDADE: A IGREJA E POLÍTICAS PÚBLICAS

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Por: José Batista Neto***




A Igreja Católica, em especial, a Confederação Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) trouxe para o debate na Campanha da Fraternidade um tema próximo de todos: Fraternidade e Políticas Públicas.

A princípio, é importante compreender que os Bispos não se basearam na política especificamente “partidária”, mas na aproximação ideal que deve acontecer de cada um na construção do presente e futuro de modo comum e fraterno. Nos dias atuais, há uma rejeição importante sobre a política, em virtude do péssimo exemplo de autores políticos. De modo oposto, a Igreja entende e aconselha os cristãos para uma participação maior na vida de sua cidade, Estado ou País, iniciando com um voto convicto no processo eleitoral e a busca por direitos de uma forma organizada, através do diálogo. As Políticas Públicas são garantias essenciais para o bem-estar de todos, a iniciar com educação, saúde, saneamento, assistência. O que chama atenção é que esse estigma que reveste a política graças a ação dos “maus políticos” encobre a necessária ação de todos – uma das reflexões propostas pela CNBB.

Ser cristão não é se alienar, colocar os olhos nos céus e esquecer da terra. Muito pelo contrário: somos uma Igreja protagonista, que opta pelos pobres e que são marginalizados, empunhando a bandeira da verdade e justiça social, tão querida por Cristo Jesus: um chamado, convocação. Ser Igreja não se resume a participar das missas aos domingos, um ou dois grupos, pastorais, movimentos. Precisamos ser arautos da justiça e interferir positivamente no cotidiano, exigindo de nossos representantes que cumpram os seus deveres.

Um exemplo claro é a falta de segurança que impera em nossas cidades menores, com destaque para aquelas que eram consideradas “tranquilas”. Hoje constatamos com muita tristeza o aumento dos crimes contra a vida. No geral, segurança pública não se resume a uma ação ou aumento de efetivo policial. Oferecer educação, cultura, ação social efetiva e inclusiva não é nada de extraordinário, mas dever de todo governo em todas as esferas. A participação da Igreja se faz interessante no momento que oferta oportunidades espirituais e materiais para a construção de uma nova realidade social que seja reflexo direto do plano espiritual, uma antecipação do Reino dos Céus aqui na Terra.

Estamos num momento marcante de nossa jornada: um divisor de águas. Estejamos ao lado do bem, engajados em políticas públicas que se convertam de imediato numa mudança efetiva, sem arrodeios.
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**José Batista Neto é Jornalista pós-graduado em Comunicação Empresarial e Mídias Digitais. Também Bacharel em Direito.

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