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O Juazeiro que vi ... e vivi

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Pensara que tinha fé. Na verdade, entendia fé como única e exclusivamente algo ligado a uma ação interior, particular, objeto de sensações.  Pensara que tudo estava concluído e acabado nos templos fechados e supostos “adoradores” que se escondem nas paredes da igreja com medo do pobre, do doente, da realidade a ser mudada.

Pensara que ser igreja era apenas ir à missa uma ou outra vez, participar de um grupo, vestir uma capa de santidade e somente tentar projetar uma imagem que não vivia de fato. Acreditava que era completo e pleno, quando na verdade me viam nu e eu ignorava.
Foi assim que percebi uma nova visão quando visitei pela primeira vez o Juazeiro do Padre Cícero...Juazeiro dos romeiros, de uma gente simples que anda léguas, suporta um calor digno de nota e sobe um morro para rezar aos pés do “padim”. Toquei aquele suor bento de gente verdadeiramente santa, transbordando bondade nos gestos, na partilha, na fé. Caminhei com uma multidão de velas acesas representando a Luz que tanto almejamos seguir. Tive meus olhos tomados várias vezes por lágrimas ao me sentir em completa e verdadeira paz, essa que vem do coração, do céu, do Interior.

Foi uma experiência de Céu aqui na Terra. De uma verdadeira experiência de fé.  Os mais simples, desde o início mostrando que o Reino dos Céus não é algo distante, alto demais: aqui já estar. Esse reino é feito por pecadores que se colocam de joelhos, não se julgam santos nem passam a julgar. Apenas assumem uma extrema dependência de Deus, tendo-O como Senhor de suas vidas.  Não vivem com Bíblia debaixo do braço pra cima ou pra baixo, nem gritando nas praças pra ninguém: vivem o Evangelho nas vidas, na dura vida de sertanejo, agricultor, empresário, estudante, médico, advogado, padre, religiosa...

Juazeiro é a antecipação do Céu, como deve ser: uma partilha, uma fé que dosa de modo igual emoção e ação. Uma religião que não exclui, mas acolhe; que não vive de “fogo”, mas de prática. A Juazeiro que levei era uma impressão e a que abracei é uma verdade.

Os que vivem de verdade o Evangelho do Povo deixam seu nome gravado por gerações: Juazeiro é a continuidade da vida do Padre Cícero, de tantos santos e santas de diversas missões.

Ser Evangelho vivo é ser peregrino, colocar a serviço e ser, acima de tudo, o sal da terra – humildade.

José Batista Neto

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