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SALA DE LEITURA: Eu quero é o equilíbrio e valorização do verdadeiro São João.

A questão não é o intercambio das culturas no São João. A questão em pauta é a super valorização do que não tem nada a ver com aquilo que é o maior simbolo da nossa cultura nordestina.



 Nas ultimas semana a polêmica do "Devolvam o MEU SÃO JOÃO", tomou as redes sociais e dividiu a opinião de forrozeiros e sertanejos. Tudo começou com uma declaração da cantora Elba Ramalho durante sua entrevista a imprensa em Caruaru, onde esteve para a abertura do São João na Capital do Forró. Elba, defendeu que os cantores de forró merecem mais espaço nas festividades no nordeste, visto que algumas cidades tem em suas grades de atrações muitos nomes de cantores e duplas sertanejas. A cantora também disse que há espaço para todos, porém o São João não é festa de Peão. 
Após as declarações de Elba, a cantora Marília Mendonça, em um de seus shows na capital pernambucana (Recife) disse que ia sim "Ter sertanejo no São João". Com isso o cantor Alcymar Monteiro se sentiu incomodado com o comentário de Marília e também saiu em defesa do forró e segundo ele, em defesa de Elba Ramalho, pois o comentário da cantora sertaneja surgiu após a fala de Elba em Caruaru. Foi ai que começou a o debate sobre a entrada do sertanejo nas festas de São João.  

O problema não é a contratação dos sertanejos para o São João, mas... a supervalorização de algo que não nos pertence culturalmente no Nordeste. Tomando por exemplo o carnaval, na capital Recife, uma lei protege a valorização do frevo durante as comemorações no mês de fevereiro. Nas festa de Peão, nos grandes encontros do ritmo sertanejo, o nosso forró não tem vez e nem espaço e não é para se criticar, é compreensível que eles queiram privilegiar e dar todo o espaço para aquilo que é deles.

Não é preciso proibir o sertanejo de tocar nas nossas festas de junho, mas o equilíbrio se faz necessário, afinal São João sem forró, xote e baião não é São João. Como diz Marília Mendonça, "Vai ter sertanejo SIM", mas sem deixar de valorizar aquilo que é nosso, algo que nasceu a muitos anos atrás com Seu Luiz Gonzaga, que se modernizou com a Matruz com Leite e que continua mais vivo do que nunca com um vasto rebanho de seguidores que tem qualidade e muita história para contar. O que falta em nós é mais amor por aquilo que nos faz conhecido. O forró é algo que representa não apenas a festa de São João, mas sim, um povo e uma região importantíssima do Brasil. Para encerrar e se me é permitido dar uma simples opinião, acredito que as festejas juninas merecem sim um intercambio de culturas, o nosso povo é um dos mais bem sabe acolher e admirar o nosso rico acervo de ritmos culturais, porém não podemos deixar que o nosso forró seja deixado de lado, porque do mesmo jeito que não deixamos o samba morrer, não vamos deixar que nossa marca se apague. Por fim que tenha Sertanejo, mas que o equilíbrio exista, como diz Dona Elba "Tem espaço pra todo mundo no céu, uma estrela não atropela as outras".

Blog Coisa Nossa Pernambuco
Por Antônio Oliveira.
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