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Natal de Periferia

O Cristo nasce humilde, no "viaduto" de Belém
Na cidade, o trânsito seguia seu curso. Luzes brilhavam nos prédio, lembrando o Natal. Aquela família, debaixo de uma ponte, vivia um dia comum no meio dos comuns. Caia uma chuva fina que aumentava o desconforto. Pequenos se aninhavam no seio da mãe, que alimentava um fogo improvisado com madeira e papelão. Uma criança estava no ventre.

O pai, catador de lixo, separava alguns materiais que poderiam ser barganhados por alguns trocados. Teria mais uma boca para alimentar. Iria acordar cedo, para catar sobras das ceias natalinas. Uma senhora que morava numa casa luxuosa sempre juntava todas as sobras e davam para aquela família do viaduto. A chuva aumentara. Diziam que era Natal: um Salvador que veio habitar no meio da Humanidade, nascido na precariedade. A mãe, acalentando um filho, dizia que Jesus era semelhante; nasceu pobre, num "viaduto" de Belém.

Ah, Natal! Quanta beleza e esquecimentos. Esqueceram um pouco a beleza de festejar o aniversariante e se detiveram ao papai noel. A família da manjedoura lembra tantas famílias esquecidas nas pontes, favelas e viadutos; se alimentando com as sobras e lutando contra as intempéries da existência.

Nasceu Jesus, o humilde Rei, que não veio em sua glória preferindo se fazer homem e se rebaixar a essa condição, experimentando o desprezo, a dor, as emoções. A família do viaduto, esquecida pela sociedade é a manjedoura atualizada, em que um menino nasce em berço de papelão e panos surrados.

O Natal é do Cristo dos pobres. É a vida atualizada, a esperança dos povos, a certeza que após todas as provas a Glória virá.
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