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Pernambuco tem 911 obras paradas, aponta levantamento do TCE

Navegabilidade Capibaribe consta no relatório de 2015 do TCE (Foto: Reprodução / TV Globo)
O estado de Pernambuco tem 911 obras paradas pelo menos desde o ano passado. São obras dos governos municipais e também estadual. Quem crava é o Tribunal de Contas do Estado (TCE), em levantamento divulgado na tarde desta segunda-feira (28), baseado em fiscalizações e na prestação de contas de órgãos estaduais e municipais referente a 2015.

Os contratos estagnados totalizam mais de R$ 5 bilhões em serviços de infraestrutura, mobilidade, saúde, educação, moradia, abastecimento de água e saneamento básico, entre outros. Desse total, R$ 1,7 bilhão já foi pago. E o benefício ainda não chegou à população.

“A grande preocupação do Tribunal de Contas é quanto aos recursos que já foram pagos e que ainda não chegaram ao objetivo, que não chegaram a atender às necessidades da população. É uma realidade motivada pela situação atual do País, por esse contexto de crise econômica e é assustador”, afirma o auditor e autor do diagnóstico do TCE, Pedro Teixeira.
O número evidencia mais que o dobro da quantidade de obras paradas denunciadas no último relatório do TCE, que apontava 419. Dos 184 municípios pernambucanos, 123 estão com “obras paralisadas ou com fortes indícios de paralisação”, de acordo com o relatório que está na sua quarta edição.
A campeã em quantidade de obras paradas é a Companhia Estadual de Habitação e Obras (Cehab), com 36. Em seguida, a Companhia Pernambucana de Saneamento (Compesa), com 27. Quando o referencial é o valor dos contratos, a Secretaria das Cidades aparece com 12 obras estruturadoras no valor de R$ 1,135 bilhão.
O diretor do Núcleo de Engenharia do TCE, Ayrton Alcoforado Júnior, explica que a principal finalidade do levantamento de obras paralisadas é pressionar os gestores públicos a retomar os serviços. “À medida que fazemos esse diagnóstico, fazemos um pedido de esclarecimento aos órgãos competentes e com isso a gente muitas vezes consegue retomar as obras. Esse é o nosso objetivo”, observa. “Uma obra sem fim é um recurso perdido. E esse órgão poder responsabilizado por isso”, arremata Alcoforado.


Da Redação Blog Coisa Nossa Pernambuco
 Com informações do G1 Caruaru e Região
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